quinta-feira, 1 de setembro de 2011

HORTA EM CASA



Para os aficionados em cozinha, uma das coisas mais desagradáveis que pode acontecer é precisar de um tempero fresco e não o ter à mão. Os temperos secos e desidratados, infelizmente, não têm o mesmo perfume. Nossa sugestão: sua própria horta, em seu apartamento, num cantinho em que bata sol, ao menos pela manhã. 
Uma jardineira, terra, terra vegetal e adubo. Um regador, algumas pazinhas para afofar a terra, 2 minutos diários e terá a seu dispor, a qualquer hora do dia e da noite, seus temperos favoritos. 
Você tem o cantinho com sol? Pode ser no jardim, se morar em casa, ou num apartamento, como o dessa horta que vê na foto. Ela foi montada em um canto da varanda, mais estreito que o restante, que quase não era usado pela família. Como aquele lado era aberto e dava para o mar, foi colocado um vidro para servir de anteparo ao vento.
 Na jardineira fixa da varanda, foi feita a impermeabilização e colocada uma camada de seixos, para não obstruir o cano que permite a saída do excesso de água. Na jardineira menor, isso não foi necessário. As pedras foram cobertas, depois, com uma mistura de terra, terra vegetal e adubo. No caso, foi usado, além do esterco um adubo mineral. As mudas foram escolhidas por sua utilidade, isto é, os temperos mais usados pela dona da casa.   


Ela escolheu plantar as pimenteiras na jardineira fixa, porque florescem com freqüência e os frutos coloridos, proporcionam, além de tudo, maior beleza para quem olha de fora. Escolheu três tipos de pimenta, cada uma delas com uma cor diferente.

A jardineira menor ficou lotada. Uma das razões foi ter comprado duas mudas de manjericão. Já tinha do verde, mas não resistiu à beleza e ao perfume do manjericão roxo. "Foi paixão à primeira vista", diz ela. Descendente de italianos, usa-os nas carnes e molhos que prepara, sem economia. Economizar para que? "Quanto mais você cortar, mais ramos brotarão", ela nos conta.


De paixão em paixão, veio da floricultura, também, uma muda de alecrim. Resistente, tem que ser podado, de vez em quando, pois ela não o consome muito. Usa-o no pernil, de porco ou carneiro, em molhos e no frango.


Hortelã é outro de seus exageros. Tem alguns pés junto às pimenteiras e outro na jardineira menor. Isso porque a hortelã é mais sensível ao calor e ao excesso de chuva, duas coisas que não faltam ao clima de cidades praianas. Além disso, é verdadeira fã de seu sabor e o utiliza em molhos para saladas, quibes e chás. "Não pode faltar", diz.


Meio escondido, cresce um orégano. "No frango assado, é essencial, como o tomilho", ela nos contou. É espantoso! Ele estava escondido entre os pés de manjericão e hortelã, apertadinho e viçoso. Como pode? É que essas ervas não precisam de muito espaço entre elas e essas, mais delicadas, apreciam a sombra proporcionada pelas maiores.

O tomilho é um pezinho miúdo, mas outro daqueles que "quanto mais se usa, mais nasce". Suas folhas pequenas têm um aroma maravilhoso, excelente na carne de frango. A proprietária dessa maravilhosa horta o tem como um dos melhores temperos, pois serve em todas as carnes e molhos. Atrás do tomilho, ainda encontramos uma cebolinha. "É dessas que vêm no maço de cheiros verdes, diz, eu o enfiei na terra e estão sempre brotando folhas novas".

 "Trabalho?!" Ela até se espantou quando perguntamos. À noitinha, quando chega em casa, rega os canteiros, em menos de dois minutos. Todos os dias no verão e dia sim dia não, no inverno. Nos fins de semana, rega pela manhã e, à luz do dia, depois da rega, arranca alguns matinhos que nascem por acaso. Uns cinco minutos, segundo seus cálculos. Quinze minutos por semana, uma hora por mês. Não vale à pena?

CYBERCOOK

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